segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bicho Papão - " Para NÃO dormir ! "

- Estou deitado à horas… Já são 4 e 30 da manhã e não há muita coisa a fazer…
Estou no mesmo quarto com os meus pais… Eles estão a olhar para mim, mas não posso fazer nada sem ser olhar de volta e tentar não chorar ou gritar. Há este grande cheiro a sangue e estou paralisado com o medo…
O problema é este… assim que eu der alguma pista de que estou acordado, estou completamente fodido! Morro e não tenho ninguém para me salvar. Estou a tentar pensar numa maneira de fugir daqui mas com este medo a única ideia que me corre pela cabeça é fugir e berrar por ajuda com a esperança vaga de que algum dos vizinhos me oiça! É arriscado, mas é única hipótese, pois ficar aqui é a morte certa…
Ele está à espera que eu acorde… para acabar a sua obra-prima…
Provavelmente estás a perguntar-te o que se está a passar… sempre me adiantei de mais…
Por volta de há 3 horas atrás, ouvi gritos no andar de baixo da casa… ainda meio a dormir, levantei-me e fui ver o que se passava… espreitei pela porta do meu quarto e vi sangue a sujar-me os pés descalços…
Assustado, corri de volta para a cama e cobri-me até à cabeça…
Tentei convencer-me a acordar, que estava a ter um daqueles sonhos mesmo verdadeiros e assustadores ou algo desse género…

Mas de repente, ouvi a porta do meu quarto a chiar… estava-se a abrir lentamente… Aterrorizado como estava, espreitei por debaixo dos cobertores para ver quem havia entrado no meu quarto… Podia ver alguém… Podia ver Algo a arrastar os corpos mutilados e ensanguentados dos meus pais para o meu quarto… o mínimo que vos posso disser é que aquilo não era humano, tenho a certeza…
Atirou os meus pais mortos para cima da cama, com os olhos abertos a olhar pra mim, enquanto eu fingia dormir, apenas com uma fresta dos olhos aberta para ver o que se passava… a luz fraca do luar batia nas caras dos meus pais e apenas mostrava a silhueta daquela coisa… aproximou-se da parede, esfregou as mãos, e com movimentos bruscos, fez um pentágono com o símbolo do diabo dentro dele… podia-se disser uma obra de arte… para acabar, escreveu uma mensagem na parede, que com a escuridão não conseguia ler… depois deitou-se debaixo da minha cama, à espera para me atacar…
E cá estou eu agora… desde ai os meus olhos estão quase a habituar-se à escuridão… e isso é assustador… Já posso ler a mensagem, mas não me atrevo a faze-lo… Não quero ver, é aterrador pensar nisso!
Mas sinto que preciso de a ler, pelo menos antes de morrer…
Lentamente abri os olhos para ler a sua obra-prima…


“… EU SEI QUE ESTÁS ACORDADO!





Gracias: João Vitor.

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