( A autoria do conto é TOTALMENTE MINHA, eu escrevi, editei e inventei. Pode não estar tão bom assim, mas, fui eu que fiz, então, se for divulgar, DÊ OS DEVIDOS CRÉDITOS CARALHO !. )
Bela noite fria e gelada... Uma otima noite para se aquecer na frente da lareira...
Não. Você não deveria pensar assim, não deveria querer ir até a cozinha e preparar chocolate quente, não deveria pegar a droga do seu marshmellow e jogar na caneca, você, na verdade, nem deveria estar aqui.
Abri meus olhos, e me virei, era o que ? 8 da noite ? Caramba, o trabalho estava me matando ! Tinha acabado de me mudar para aquela casa velha e chata, mas, o preço foi tão convidativo, e eu realmente precisava sair da casa dos meus pais.
Me levantei da cama, me espreguiçando estava tão frio naquele quarto, olhava as caixas da mudança amontoadas, e me virei, indo até a porta, depois arrumava aquilo.
Descendo as escadas de madeira que rangiam sem parar - realmente, precisavam de uma séria reforma -, caminhei até a sala, e liguei a tv, ela ja estava arrumada, de forma que eu realmente me sentia em casa, se não fosse aquele cheiro repentino de rato morto no ar, credo. Olhei em volta, nenhum animal, ah, o geito era disfarçar o cheiro, eu não tava com saco nenhum, amanhã chegaria o pessoal da limpeza e faria esse trabalho por mim, joguei um bom ar na sala, e tudo já estava perfeito novamente, coloquei na HBO onde passava meu seriado favorito, aumentei no ultimo volume e fui pra cozinha preparar algo para comer.
Sinto um vento gelado passando em minha nuca, me senti tocada, virando-me, não vi nada, só o breu, malditas correntes de ar, foi só isso que pensei, porém, as janelas estavam fechadas. Leite, raspas de chocolate e um pouco de caramelo, pedaços de marshmelow e muito, muito creme, fizeram aquela minha deliciosa bebida quente, olhei pela janela da cozinha, e vi um homem parado em meu jardim.
Estático, contorcido, e sorrindo, e mesmo sem olhos, parecia olhar-me de forma assasina.
Deixei cair minha caneca no chão, e corri até minha porta, certificando-se se ela estaria fechada, ligar para a policia era a segunda coisa a fazer. Mas ao chegar no telefone e pega-lo, a linha ali, não existia, e uma voz sobria eu escutei
- De corpo quente à corpo frio, pois nesta noite morrerá, lágrimas de dor e calor, pois jogada ao fogo você será.
Joguei o telefone na parede, maldição, o homem deveria estar tentando me assustar com uma linha dupla. Foi apenas chegar até a cozinha para pegar uma faca e proteger-me, que todas as luzes apagaram-se, por sorte, minha lareira estava acesa, e eu podia ver sem muita dificuldade, na sala, ao lado dela, uma criatura grudada na parede, com suas pernas e braços enraizados na parede da casa, sorrindo loucamente, olhando-me com os olhos que não estavam lá.
Meus pés tremiam, e eu não sabia o que fazer, se tentasse alcançar a porta de saída, passaria diretamente por aquela criatura, e poderia acabar encontrando o homem estranho lá fora. Então, lembrei-me da grande janela da minha cozinha, apenas 3 passos para chegar até ela, destravei, e pulei daquele lugar.
Mas, novamente, estava dentro da casa, na cozinha, olhando fixamente para a criatura na lápide da minha cozinha, não tinha forma, não tinha nada que poderia ser chamado de humano, em minha mente, uma confusão, eu havia pulado de casa, ou não ? Olhei novamente para a janela, destravada, entrei em desespero, e tentei pular sobre ela novamente, esperando sair dali.
Então, de pé, ao olhar bem, apenas o formato escuro, deformado e torto da criatura, eu ainda estava em casa, sua boca abriu-se de forma grandiosa, e soltou um grito pavoroso, eu chorava, e tão agil, seu braço esticou-se e enrrolou em minha cintura, eu tentei acerta-lo com a faca, mas atravessou direto, e acabei cravando-a em minha barriga.
O ser levou-me até a sala, como se arrastasse-me, parecia sugar minha alma, me sentia gelada, fraca, e com extrema dor, quando então, senti algo tocando minha perna, não parecia ser ele olhei, com certa dificuldade, e vi uma mão deformada saindo de baixo da casa e agarrando meu pé, a força era tanta que parecia agarra-lo.
Meus braços começavam a ser puxados, de forma que eram arrancados do meu corpo de forma louca e doentia, aquele ser começou a devorar-me na barriga, arrancando tudo o que eu tinha ali, mas eu não morria - Por que ? Por que ? - Ele parou, e então, sem motivo, esticou-me até a lareira, queimando minha pele... Carne...Eu berrava loucamente esperava que alguém me escutasse, mas nada acontecia.
Então, antes de tudo, antes de minha visão escurecer, apenas uma curta memoria, onde eu desejava poder dormir para sempre.
É isso que ele faz com você, ele faz você dormir, ele faz você desejar... E então ele devora todos os seus sonhos. Ele faz você pensar que esta sozinho ao dormir e acordar. Mas não. Ele sempre está lá, esperando você chama-lo... E desejar dormir para sempre... Mas, ele nunca te deixa no controle.
Hoje eu estou aqui, deitada no chão dessa sala, enquanto vejo um casal feliz comemorar a nova casa, desesperada para falar para eles... Mas eu não me movo. Eu sei que ele tentará queima-los, ele odeia quando sua refeição começa a morrer, e ficar gelada.... Como ele.
E você ? Sente seu corpo quente agora ? Já pensou... Que ele pode estar naquela pequena sobra ao seu lado, apenas olhando, sorrindo, esperando você dormir, para arrancar suas tripas e devorar seus sonhos ?

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